Entre dezenas de espécies de insetos candidatos apenas quatro espécies fazem parte do programa de pesquisa e estudos. Uma espécie é formadora de galha no folíolo, três espécies são desfolhadoras e a outra espécie é sugadora de brotações (folhas e ramos tenros).
Galha-do-foliolo
Calophia terebinthifolii Burkhard, 2000 (Heteroptera: Psyllidade) ocorre tanto no Primeiro Planalto Paranaense e na Faixa Litorânea do Paraná e Santa Catarina. Os estudos e pesquisas sobre este formado de galha estão sendo conduzidos na Fundação Universidade Regional de Blumenau sob a coordenação e orientação do Prof. Dr. Marcelo Diniz Vitorino. A criação massal está caminhando com sucesso e preparada para a exportação para o Serviço de Quarentena da Universidade da Flórida.

Fotos: C.G. Simões, 2001
Enrolador-de-folhas
Episimus utilis Zimmerman (Lepidoptera: Tortricidae). Este inseto está sendo criado massivamente em Casa de Vegetação do Centro de Estações Experimentais do Canguiri. Na verdade trata-se de um “complexo” de três espécies que vivem associadas nas folhas da aroeira. Há tentativa de determinar o impacto que o “complexo” causa às folhas (folíolos) da aroeira. Espera-se no decorrer dos próximos anos dimensionar o impacto.
Estudos preliminares mostram que o folíolo pode perder até 42% de sua biomassa com o ataque do “complexo tortricideo”.

Fotos: J.H. Pedrosa-Macedo, 2002

Concentração de plantas de aroeira S. terebinthifolius var. Raddianus
em Fort Myers - Parque Nacional Everglades Flórida
(Foto: Pedrosa-Macedo, 1995).
Desfolhador
Heteroperreyia hubrichi Malaise, 1955
(Hymenoptera: Pergidae)
Estudos biológicos e ecológicos comprovam sua especificidade e eficiência como agente candidato ao controle biológico da aroeira. Suas larvas são gregárias e assim permanecem até o último instar quando elas dispersam pela planta hospedeira. Podem migrar para outras plantas da circunvizinhança. A fase larval passa por 7 instares.
Havia suspeitas de que as suas larvas poderiam ser tóxicas para mamíferos. Os resultados de exames de sangue em 12 bovinos adultos realizados no Hospital Veterinário da Universidade Federal do Paraná e sob a orientação da Professora Dra. Rosangela Locatelli Dittrich, nas condições testadas, não acusaram distúrbios e muito menos doenças hepáticas.
1. Fêmea adulta em vigilância de sua postura. Foto: Vitorino, 2001.
2. Larvas gregárias. Foto: Vitorino, 2001.
Devido ao seu habito alimentar a vespa-serra só pode ser criada em plantas vivas e em desenvolvimento. Ela dá preferência pelas plantas jovens, visto que as fêmeas, logo depois da emergência, procuram ramos tenros nos arbustos próximo ao local do empupamento.
Não foram observados posturas em ramos de árvores com mais de três metros de altura. Sua criação em cativeiro (casa de vegetação) é fácil, desde que as plantas estejam em desenvolvimento. O empupamento ocorre no solo sob a planta em que sua realizou sua ultima ecdise. O pico populacional ocorre no alto verão (março) final do outono (maio).
Na Casa de Vegetação o pico populacional ocorreu em março, mas repetiu em maio. As fêmeas neonatas iniciam imediatamente, independentemente do acasalamento, o processo de postura (patogênese). É raro observar fêmeas em vôo, ao contrário os machos voam em busca de uma parceira distante. Este fenômeno pode ser um mecanismo para evitar a “co-sanguinidade”. É rara a observação de acasalamento em cativeiro, mas ele ocorre.
Thrips-da-aroeira
Pseudophilothrips ichini (Hood), 1949
(Thysanoptera: Tubulifera, Phloeothripidae)
Este inseto ocorre e é abundante no Primeiro Planalto Paranaense. Sua distribuição está associada à presença da aroeira. É freqüente em margens de estradas vicinais e nas bordaduras de cultivos agrícolas. Como a vespa-serra dá preferência pelas plantas jovens.
Sua criação em casa de vegetação pode ser conduzida, mas varia restrições devido o seu pequeno porte. Seus danos causam impacto na planta com seria reflexo na produção de biomassa. Estudos sobre sua biologia iniciaram na década de 1970 na Universidade Federal do Paraná.
Em outubro de 2002 a Universidade da Flórida requereu a sua liberação para o Controle Biológico Clássico da aroeira nos Estados Unidos, mas os pareceres dos órgãos norte americanos solicitam outros estudos para certificar e comprovar que não haveria nenhuma ameaça a outras plantas nativas da família Anacardiaceae no território norte americano e seus vizinhos da América Central.
Experimento demonstra o impacto que ele causa à planta.
